quinta-feira, 21 de abril de 2011




Cansado

O tempo escorre por entre dedos
E de tão tarde sinto cedo
Inicio de algo
Que nunca foi

As rugas na face
A lágrima de um tempo
Tempo que se foi
E o orvalho o congela com a manha

Fria e impiedosa
Dentro de um coração
Vazio e solitário
Pulsando sem rumo

Fecho os olhos
E busco no passado
As virtudes e a saudade
De um tempo de beleza e sentimentos

Fora da rotina
E do corpo
Busco o eclipse
Eclipse de Baunilha

Quebre logo o feitiço
Para que nunca mais
Sinta a falta
E que a ponte se quebre

Deixe o tempo tornar passado o futuro
Buscar o alcançado
Adiar o realizado
Sentir o que já foi sentido

O violino ao fundo
E uma neblina
Para mostrar o escondido
O que esta sempre aos olhos

De tão continuo invisível...

Os dias longos são constantes
E os curtos passam em 24 horas
Quando logo chega o brisa
Da noite que logo anuncia o novo

Mas nada esta perdido
Ainda é possível se sentir bem
Como em qualquer outro dia ordinário
Compartilhado em suas entre linhas

É difícil reconhecer
Em que me tornei
E que não é tarde
Para dizer que sempre vou estar

E que nunca será sozinha
Nunca estará perdida
Pois a vida não requer fraqueza
E o mesmo nunca dura o sempre

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